domingo, 27 de novembro de 2011

ANTIGA LENDA CHINESA

Na hora de ir para o trabalho, um lenhador dá falta do machado. Observa seu vizinho: tem o aspecto típico de um ladrão de machados, o olhar os gestos e o modo de falar de um ladrão de machados. Mas o lenhador encontra sua ferramenta, que estava caída por ali. E, enquanto torna a observar seu vizinho, constata que não se parece nem um pouco com um ladrão de machados, nem no olhar, nem nos gestos, nem no modo de falar. ®Sérgio.

sábado, 26 de novembro de 2011

RIO 40 GRAUS


OS CABOCLOS QUE SE INVEJAVAM

Conta o povo, que viviam num lugar pequeno, muito afastado dos centros mais civilizados, dois homens que se queriam muito mal. Os moradores da região tentaram de tudo para fazê-los amigos; porém, como o ódio era de coração, não durava neles a amizade que prometiam. Esse ódio, cada vez mais forte, acabou incomodando o Criador. De maneira, que ele resolveu enviar a Terra um de seus assistentes, a fim de inquirir ambos os homens, o melhor que pudesse, para saber a causa de tanto ódio; porque sabendo o princípio do mal, mais fácil se faria a paz.
O Criador logo tomou ciência de que era pura inveja que cada um tinha dos bens e da fazenda do outro, porque nisto eram quase iguais e abastadamente ricos; porém, cada um desejava ver-se acima do outro, ainda que fosse à custa de ver o outro perdido e destruído. O mesmo mal que um queria ao outro, lhe queria o outro a ele.
Desejoso de levar a paz a ambos, o Criador envia outro emissário, que os encontra em pleno bate-boca e lhes diz:
— Sejam amigos e nosso Pai terá o prazer de lhes dar tudo o que quiserem pedir do Reino dele. Porém, com uma condição: o que um pedir, para não haver inveja, ao outro ele dará em dobro.
Eles, a primeira vista, aceitaram e agradeceram ao emissário, crendo que cada um ficaria avantajado ao outro; porém quando caíram na conta que, ainda que um pedisse muito, o outro receberia dobrado; nenhum queria ser o primeiro a pedir, para não ficar com menos que o vizinho.
Tal situação irritou o Criador que desceu a Terra e lhes ordenou que sorteassem a quem coubesse pedir primeiro. Feito o sorteio, àquele que coube pedir, ficou um instante a meditar e depois prosseguiu, nestes termos:
— Senhor, eu já sei o que hei de pedir e se cumprir a sua palavra, ficarei contente e amigo do meu vizinho.
O Criador prometeu cumprir sem falta; então, ele se pôs de joelhos, beijou-lhe a mão, e logo pediu:
— Senhor, tire-me um de meus olhos!
O Pai Eterno, espantado com o pedido, lhe diz:
— Jesus! E por quê?
E o homem tornou a dizer:
— Porque, conforme a sua promessa se me tirarem um olho, hão de tirar os dois olhos dele; e assim, vendo este dano, eu me contento e serei amigo do meu vizinho.
Pois é, a inveja é o diabo! ®Sérgio.
____________________
Nota Sobre o Texto: Este conto foi inspirado em um “caso” que circulava na tradição popular lusitana.

CASAS DE MADEIRA OU DE MADEIRAS

Raramente, mas muito raramente se pluraliza o adjunto adnominal ligado por preposição:
   Casas de madeira.
   Árvores da praça.
   Anéis de noivado.
   Noites de tempestade.
   Eram noites de inverno.
   Os jogos de futebol foram suspensos até segunda ordem.
   Havia muitas casas de sapê.
   Sabia muitas canções de natal.
   Adoro pastéis de forno. ®Sérgio.

A SER OU A SEREM? - Verbos & Dúvidas

A forma correta é [a ser]. A razão é que, quando temos dois ou mais verbos se referindo a um mesmo sujeito (locução verbal), só o primeiro deles deve flexionar-se para concordar com o sujeito, ou seja, só ele é conjugado. É por isso que se diz “Eles precisam ser mais humildes” e não “Eles precisam serem mais humildes”. A flexão do infinitivo seria supérflua, já que está claro que seu sujeito é o mesmo do verbo anterior:
   Os débitos devem ser corrigidos.
   Eles tendem a ser teimosos.
   Os compromissos não podem deixar de ser cumpridos.
   O caixa separou os produtos a ser substituídos.
   O filme veio a ser transformado num trunfo valioso para todos.
   Estudou as obras a ser utilizadas no exame do ENEM. ®Sérgio.

domingo, 13 de novembro de 2011

JESUS ARVORIFICADO

Jesus pode não ter sido exatamente crucificado, mas sim, arvorificado. É a teoria do arqueólogo Joe Zias, da Universidade Hebraica de Jerusalém. Diz ele que as vítimas dos romanos eram mais comumente crucificadas em árvores, pregando-se uma tábua de madeira no tronco para prender os braços do condenado. ®Sérgio.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

PORQUE BARRABÁS?

No julgamento, a multidão teria pedido que Barrabás (era costume da Páscoa, naquela época a libertação de um condenado) fosse solto, em vez de Jesus? Porque, Barrabás era um tipo de sicário, ou seja, judeus que saiam armados de punhais para matar romanos na calada da noite como uma forma de vingança pela destruição do templo pelo imperador romano Vespasiano. Por isso, os sicários eram assassinos amados pela população. ®Sérgio.