quarta-feira, 24 de março de 2010
SE HOUVER AMIZADE... - Seleta de Poemas
sábado, 20 de março de 2010
JUSTIÇA À MODA ANTIGA
domingo, 14 de março de 2010
A TEORIA DOS OSSOS
II POVERELLO - Seleta de Poemas
sábado, 13 de março de 2010
O DEPUTADO QUE FOI PARA O INFERNO
sexta-feira, 5 de março de 2010
A ENCOMENDAÇÃO DAS ALMAS
quarta-feira, 3 de março de 2010
MUNDO ESTRANHO
O ESTILO - Reflexões Literárias
"O estilo é o sol da escrita. Dá-lhe eterna palpitação, eterna vida. Cada palavra é como que um tecido do organismo do período. No estilo há todas as gradações da luz, todas as escalas dos sons.
O escritor é psicólogo, é miniaturista, é pintor – gradua a luz, tonaliza, esbate e esfuminha os longes da paisagem.
O princípio fundamental da Arte vem da Natureza, porque um artista faz-se da Natureza. Toda a força e toda a profundidade do estilo esta em saber apertar a frase no pulso, domá-la, não a deixar disparar pelos meandros da escrita.
O vocábulo pode ser música ou pode ser trovão, conforme o caso. A palavra tem a sua anatomia; e é preciso uma rara percepção estética, uma nitidez visual, olfativa, palatal e acústica, apuradíssima, para a exatidão da cor, da forma e para a sensação do som e do sabor da palavra." (Cruz e Souza. Outras Evocações. In: Obra Completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1961, p. 677-8)
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
A JANELA - Recontando Contos Populares
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
FRASES QUE SE DESTACARAM PELOS ENGANOS
SELETA DE PENSAMENTOS (2)
A ESCRITA
Platão em Diálogos expõe a seu amigo Freudo, o inconveniente da escrita:
"A escrita apresenta meu caro Freudo, um grave inconveniente que se encontra de resto na pintura. Com efeito, os seres que esta produz têm a aparência, mas se lhe pusermos uma questão eles guardam dignamente silêncio. O mesmo se passa com os discursos escritos. Poder-se-ia acreditar que falam como seres sensatos, mas se o interrogarmos com a intenção de compreendermos o que dizem; limitam-se a significar uma só coisa, sempre a mesma. Uma vez escrito qualquer discurso chegará a todos os lados, e passa indiferentemente por aqueles que nada têm a fazer com ele. Ignora a quem deva ou não dirigir-se. Se fazem ouvir vozes discordantes a seu respeito, se é injuriado injustamente, tem sempre a necessidade de socorro do seu pai. Só por si, com efeito, é incapaz de repelir um ataque e de se defender a si mesmo". ®Sérgio.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
O ENCONTRO COM A MORTE - Recontando Contos Populares
domingo, 7 de fevereiro de 2010
A LENDA DE PIGMALIÃO E GALATEIA
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
SOFISTA?
A palavra sofista vem do grego, sophos, que significa sábio, isto é, professor de sabedoria. Porém há um significado pejorativo para sophos: o homem que se vale de sofismas, ou melhor, alguém que usa de má fé para enganar o ouvinte, convencê-lo de alguma coisa que não condiz com a verdade. Atualmente a técnica valer-se de sofisma é à base da propaganda e da política, cujo lema é: um discurso bem feito vale mais do que a verdade.
Os mais famosos sofistas foram: Protágoras (485 a 411 a.C.); Górgias (485 a 380 a.C.); Híppias (460 e 399 a.C.); Trasímaco (459 a.C. a ?); Pródico (450 a 399 a.C.); entre outros. Pitágoras (570 a 596) foi o maior deles. ®Sérgio.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
MARIA DIAMBA - Seleta de Poemas
domingo, 31 de janeiro de 2010
PÉS DISFORMES - Notas Biográficas
O TEATRO DE GIL VICENTE
O FICCIONISTA NÃO É O NARRADOR DA FICÇÃO
É comum, numa narrativa de ficção, o leitor confundir o ficcionista, autor da narrativa, com o narrador da história.
Autor e narrador são seres diferentes. O autor (contista, novelista, romancista) é um uma pessoa de carne e osso, que se utiliza de uma voz, ou seja, de uma personagem fictícia – o narrador - para nos contar aquilo que ele cria, imagina, inventa. Portanto, o narrador só existe no texto. O autor pode, então, ser entendido como a pessoa que se oculta atrás de uns narradores para relatar de uma determinada maneira, determinados fatos. Assim sendo, cada autor cria um narrador diferente para cada obra.
Essa diferença nem sempre é percebida porque, não raro, autores e narradores se utilizam das mesmas categorias pronominais, nas narrativas em primeira pessoa, para se identificarem: "Eu". Da mesma maneira que dizemos: Eu tinha 12 anos quando...
No entanto, mesmo quando uma história é narrada na primeira pessoa, não podemos dizer que é o autor que fala. Pois, no mais das vezes, o escritor pode criar narradores completamente avessos a sua maneira de ser e de pensar. Mais ainda, pode colocá-los em outro espaço e num outro tempo, em tudo diferente do seu tempo e espaço.
Tomemos como exemplo o personagem-narrador Brás Cubas (Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis) que, apesar de estar morto, narra suas memórias:
"Algum tempo hesitei se deveria começar estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor [...]."
Portanto, não há nenhuma relação entre Machado de Assis e Brás Cuba. Daí, podemos concluir claramente, que Brás Cubas (narrador) é pura obra de ficção. No romance São Bernardo, de Graciliano Ramos, o narrador Honório "vê" o mundo à sua volta através dos valores de um capitalismo primitivo; ponto de vista totalmente contrário ao de Graciliano. ®Sérgio.
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