quarta-feira, 20 de maio de 2009
O ESPLENDOR DA MEDIOCRIDADE LITERÁRIA
A MÁXIMA DE PITÁGORAS - Notas Biográficas
Pitágoras aprendeu com os sofistas, como todos sabem, a linguagem dos animais e das plantas. Durante a sua estada na Índia, passeando, um dia, por um campo à beira-mar, ouviu estas palavras:
— Que desgraça a minha ter nascido relva! Mal chego a duas polegadas de altura, vem logo um monstro devorador, um animal horrível, que me pisa com seus largos pés; a sua boca é armada com uma dupla fila de foices cortantes, com a qual me arranca, me tritura e me engole. Os homens chamam a esse monstro de ovelha. Não creio que haja no mundo mais abominável criatura.
Pitágoras avançou alguns passos e topou com uma ostra que bocejava sobre um rochedo. O filósofo ainda não havia adotado essa admirável lei que nos proíbe comer aos animais nossos semelhantes. Ia, pois, engolir a ostra, quando a pobrezinha pronunciou estas comoventes palavras:
— Ó Natureza! Como é feliz a relva, que é como eu, obra tua! Ela, depois de cortada, renasce. É imortal. E nós, miseráveis ostras, em vão somos defendidas por uma dupla couraça, porque uns criminosos nos comem às dúzias, ao almoço, e tudo se acaba para sempre. Que terrível o destino de uma ostra; como são bárbaros os homens!
Pitágoras estremeceu; sentiu a enormidade do crime que ia praticar. Debulhado em pranto, pediu perdão à ostra e colocou-a cuidadosamente sobre o seu rochedo.
De regresso à cidade, a meditar profundamente sobre essa aventura, viu aranhas que comiam moscas, andorinhas que comiam aranhas, gaviões que comiam andorinhas. Disse, então, para si mesmo:
— Esse pessoal todo não tem a mínima filosofia. ®Sérgio.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
A LENDA DO DIABO NA GARRAFA - Recontando Contos Populares
domingo, 17 de maio de 2009
EU COMPUTO, TU COMPUTAS?
TRISTEZA DO INFINITO - Seleta de Poemas
sábado, 16 de maio de 2009
DIGNO DE NOTA
quinta-feira, 14 de maio de 2009
O ROTEIRO DO PADRE LOURENÇO - Recontando Contos Populares
quarta-feira, 13 de maio de 2009
FRASES CURIOSAS RECORTADAS DE AVISOS
terça-feira, 12 de maio de 2009
VAIVÉM - Recontando Contos Populares
Havia numa certa cidadezinha do sertão, um excelente carpinteiro conhecido por velho Juvenal. Sua oficina era um brinco, sempre muito limpa e organizada, tudo nos seus devidos lugares.
A mania do velho Juvenal era batizar cada uma de suas ferramentas com um nome apropriado. O martelo, por exemplo, chamava-se toc-toc, o formão rompe madeira, o serrote vaivém.
Quando alguém do lugar precisava de uma ferramenta de carpinteiro, corria logo a oficina do velho Juvenal, a pedir-lhe de empréstimo.
Mas tantas lhe fizeram, demorando a lhe devolver ou ficando com a ferramenta de uma vez por todas, que o velho Juvenal resolveu parar com os empréstimos.
Certo dia, um menino foi à oficina, a mando de seu pai, e disse ao velho:
— Papai manda-lhe lembranças e pede emprestado o vaivém.
Mestre carpinteiro Juvenal fechou a cara e respondeu:
— Menino, volta e diz a teu pai que se vaivém fosse e viesse, vaivém ia; mas como vaivém vai e não vem; vaivém não vai.
Juvenal tá certo, não é mesmo? ®Sérgio.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
AMOR E ÓDIO - Notas Biográficas
Rudolph Binion (psicohistoriador), em seu livro Hitler Entre os Alemães (1984)¹, considera que o ódio de Hitler pelos judeus teria sido motivado por um incidente ocorrido em sua infância: a morte de sua mãe.
Hitler era o quarto filho de Klara, que perdera os três primeiros, ainda pequenos, pela difteria. Cinco anos depois de Adolf, nascia Edmund, que também morreria (de sarampo), e, finalmente Paula, que cresceria junto com Adolf. Em vista da má sorte com os filhos homens, Klara agarrou-se tremendamente ao pequeno Adolf, que também temia perder. Mãe e filho viviam numa intrínseca associação afetiva associação afetiva.
Quando Klara desenvolveu câncer de seio, a aflição tomou conta da vida de Adolf. Desesperado, ele decidiu contratar o Dr. Edmund Bloch, famoso médico judeu, de honorários elevados. O Dr. Edmund deixou-nos, como testemunho, jamais ter visto um jovem tão transtornado com a já esperada morte de sua mãe. Bloch propõe a Adolf, usar como única medida para tentar minorar o terrível sofrimento de Klara, a aplicação de gaze embebida em iodo sobre as feridas cancerosas; deixando bem claro que tal medida poderia envenenar a paciente. O jovem Hitler, talvez esperançoso que tal tratamento trouxesse a cura de Klara, insistiu em que o procedimento fosse realizado e, de fato, Klara morreu da intoxicação provocada pelo iodo.
Na verdade, o iodo apenas abreviou o curso da morte de Klara, muito próxima e inevitável. Hitler sentiu-se culpado pela morte de sua mãe, e por ter permitido o tratamento. Desde então, passou a nutrir um tremendo rancor pelo médico, e, evidentemente, pelos judeus. ®Sérgio.
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1- BINION, Rudolph. Hitler Entre os Alemães. Northern Illinois University Press, 1984. Northern Illinois University Press, 1984.
QUANDO EU A VER ou VIR?
domingo, 10 de maio de 2009
CHORANDO - Seleta de Poemas
SAUDADES E DESALENTO - Fragmentos Poéticos
SAUDADES (fragmento)
Pálida sombra dos amores santos!
Passa quando eu morrer no meu jazigo,
Ajoelha ao luar e entoa um canto...
Que lá na morte eu sonharei contigo.
DESALENTO (fragmento)
Feliz daquele que no livro d’alma
Não tem folhas escritas
E nem saudade amarga, arrependida,
Nem lágrimas malditas!
Manuel Antônio Álvares de Azevedo (São Paulo, 1831 — Rio de Janeiro, 1852) poeta da segunda geração romântica (Ultra Romântica, Byroniana ou Mal do Século), contista, dramaturgo, escritor e ensaísta brasileiro. ®Sérgio.
SELETA DE PENSAMENTOS
A CAÇADA - Recontando Contos Populares
A ARTE DE VIAJAR NO TEMPO E NO ESPAÇO
“Depois de ter mergulhado com Dafne no lago que Narciso mirou-se; depois de ter chamuscado os pés em Pompéia; depois de ter corrido no vácuo com os átomos de Epicuro; depois de haver calculado números com Pitágoras e ouvido sua música; depois de ter percorrido as muralhas da China e de ter passado por algumas regiões da metafísica e da loucura; quis, enfim, adormecer”.
Condenados a uma existência que nunca está à altura de nossos sonhos, tivemos de inventar um subterfúgio para escapar do nosso confinamento: a «ficção». Ela nos permite viver mais e melhor, sermos outros sem deixar de sermos o que somos; deslocarmos-nos no espaço e no tempo sem sairmos do nosso lugar nem da nossa hora, e vivermos as mais ousadas aventuras do corpo, da mente e das paixões, sem perdermos o juízo ou trairmos o coração.
Depois de haver vivido, nem que seja de modo fugaz, a outra vida (a fictícia, criada pela nossa imaginação à medida de nossos desejos), você irá compreender que ela é a compensação e consolo pelas muitas limitações e frustrações que fazem parte de todo destino individual. ®Sérgio.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
AS LENDAS POLITICAMENTE INCORRETAS
AFORISMO: O LIVRO DE UMA LINHA
COISAS DA VIDA CONJUGAL
Não inventei o que vou lhes contar, nem inventou o amigo que me contou o fato com todas as circunstâncias e um dia em conversa, fez resumidamente a narração que me ficou na memória e aqui vai tal qual.
Na noite da véspera de Natal, meu amigo ganhou duas belas camisas de sua sogra.
No dia seguinte, Natal, o almoço era na casa da sogra. Para agradá-la, ele resolveu vestir uma das camisas que ganhara.
Vestia a camisa quando sua mulher entrou no quarto e observou:
— Por que você está usando essa camisa, não gostou da outra?
Lembrei-me do Caco Antibes, em “Sai de Baixo”:
— Cala a boca, Magda!!!
Depois de ouvir o relato de meu amigo disse-lhe:
— Se lhe servir de consolo, também passei por coisa semelhante.
Certa ocasião, tentava consertar, sem sucesso, o vazamento do cano de escoamento da pia da cozinha - aquele cano que fica naquele cubículo embaixo da pia. Pois então, estava eu, lá, naquele cubículo, com parte do corpo espremido, molhado e minha mulher a assistir o trabalho, quando soltou este conselho:
— É melhor arrumarmos um homem para esse serviço!
Salve-se quem puder!!!
Em Tempo: Se você já passou por situação parecida, não é o único, console-se. ®Sérgio.






