sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

MEU SONHO


"Pus o meu sonho num navio
E o navio em cima do mar;
Depois abri o mar com as mãos,
Para meu sonho naufragar."

Cecília Meireles.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

NA ÉPOCA DO TELÉGRAFO

Na época dos telégrafos, a empresa Western Union, maior provedora de serviços de mensagens telegráficas nos EUA, testava os novos aparelhos a fim de garantir que eles enviariam todas as letras sem erros. Para fazer os testes, foi criada a frase "the quick brown fox jumps over the lazy dog" (a rápida raposa marrom pula sobre o cão preguiçoso), sentença que une em apenas uma linha todas as letras do alfabeto.®Sérgio.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O CLIENTE EM PRIMEIRO LUGAR


O PERDÃO MENTIROSO

"Os Reis Fernando e Isabel de Espanha entraram para a história por duas razões: o financiamento da viagem de Cristóvão Colombo e o apoio total às execuções em massa ordenadas por Tomás de Torquemada, fins do século XV, em nome da Inquisição. Tomás de Torquemada, inquisidor-mor da Espanha, mandou para a fogueira, entre 1483 e 1498, nada menos do que oito mil pessoas acusadas de feitiçaria."
No livro - La Inquisición de Logrono y um Judaizante Quemado, em 1719, do historiador espanhol Fidel Fita Colomé (1835-1918), descreve-se a queima de um cristão-novo:
Era uma manhã de agosto; o condenado já está amarrado ao poste; um padre passa-lhe diante do rosto uma tocha (para preveni-lo do que o espera se não se arrepender). A sua volta, acham-se outros religiosos, todos insistindo para que o mesmo se converta. Tais pedidos (rogos) se prolongam, cada vez com mais insistência, durante certo tempo; até que, em dado momento, o réu decidiu-se à conversão. Com perfeita serenidade diz: "Quero converter-me a religião de Jesus Cristo". Palavras, estas, que não se ouvira dele até aquele momento. Isso deixou os religiosos bastante alegres, que o abraçaram com ternura e deram infinitas graças a Deus por ter-lha aberto uma porta para a conversão.
Quando fazia sua confissão de fé, um padre da Ordem dos Franciscanos perguntou-lhe: "Em que lei morrerá?" Ele virou-se, e olhando nos olhos do religioso, disse-lhe: "Padre já lhe disse que morro na religião de Jesus Cristo." Todos novamente se alegraram e o franciscano que se achava ajoelhado levantou-se e abraçou o criminoso. Nesse momento, o criminoso viu o carrasco - que se mantivera, até um pouco antes, atrás do poste onde aquela alma convertida se encontrava amarrada, e perguntou-lhe: "Porque você me chamou de cão antes?" O carrasco respondeu: "Porque negou a religião de Jesus Cristo; mas agora que confessou, somos irmãos, e, se lhe ofendi pelo que falei, peço perdão de joelhos." O criminoso perdoou-o e ambos abraçaram-se.
Desejoso de que não se perdesse aquela alma que havia dado tantos sinais de conversão, dirigi-me (o inquisidor) casualmente para trás do poste, onde estava o carrasco e dei-lhe ordem para que o estrangulasse imediatamente, porque era muito importante não haver demora. Ele fez isso com grande presteza.
Assegurando-se de que o condenado estava morto, o carrasco recebeu ordem para atear fogo nos quatro cantos da pilha de lenha e carvão. Fê-lo imediatamente e a pilha começou a queimar de todos os lados, erguendo-se as chamas rapidamente na plataforma e queimando a madeira e a roupa. Quando a corda que amarrava o prisioneiro queimou-se ele caiu no alçapão para dentro da pilha e seu corpo ficou reduzido a cinzas.
Cenas degradantes como esta, e outras ainda mais cruéis, iriam se repetir milhares de vezes, desde que a Inquisição ou Santo Ofício foi instaurado. Entre as vítimas da Intolerância religiosa, não estariam apenas os conversos, os heréticos, os cristãos-novos e os feiticeiros anônimos, mas figuras do porte de um Galileu, de um John Huss, de um Giordano Bruno ou de uma Joana d’Arc. ®Sérgio.
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Nota:Fiz adaptações linguísticas no texto de Fidel Fita, para melhor situá-lo no vernáculo de nossos dias.

A LENDA SIOUX -

Há uma lenda dos índios Sioux que, com a devida licença, não poderia deixar de contar-lhes. Mas vou avisando que apesar da narrativa ser minha, a essência da lenda não foi modificada.
Conta-se que, certa vez, os jovens índios Sioux Touro Bravo e Nuvem Azul, foram à tenda do velho feiticeiro fazer um pedido:
— Sábio senhor, eu amo Nuvem Azul e ela a mim e vamos nos casar. Nosso amor é tanto que viemos lhe pedir um conselho: há algo que possamos fazer que nos garanta ficarmos para sempre juntos, um ao lado do outro até a morte?
 O velho feiticeiro, ao ver aqueles  jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse emocionado:
— Há uma coisa que podem fazer, porém é uma tarefa muito difícil e exige muito sacrifício. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte, ao norte da aldeia, levando consigo apenas uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e trazê-lo aqui, com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono e também levar apenas uma rede; quando chegares lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias. Deves apanhá-la e trazê-la para mim, viva!
Touro Bravo e Nuvem Azul abraçaram-se com ternura, agradeceram o velho feiticeiro e partiram para cumprir a missão.
No dia estabelecido, os jovens, com as aves, voltaram à tenda do feiticeiro. O velho tirou as aves dos sacos de couro e constatou que eram verdadeiramente os exemplares dos formosos animais que ele tinha pedido.
— E agora, o que faremos? Perguntaram os jovens, tomados de expectativa.
— Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres.
Touro Bravo e Nuvem Azul fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros. A águia e o falcão tentaram voar, mas, o que conseguiram foi apenas saltar pelo terreno. Após várias tentativas, as aves, irritadas pela impossibilidade de voarem, arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se machucarem. Então o velho disse:
— Jamais esqueçam o que estão vendo, esse é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão. Se, um ao outro, estiverem amarrados, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucarem-se. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, porém, jamais amarrados. Libere a pessoa que você ama para que ela possa voar com as próprias asas.
“A única verdadeira segurança não se encontra em ter ou possuir, nem em exigir ou prever; e sim na fluidez, na libertação.” ®Sérgio.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

CONCORDÂNCIA DO VERBO PARECER

Numa locução verbal (combinação de dois verbos: auxiliar + v. principal) as flexões de tempo, modo, número e pessoa se dão nos verbos auxiliares; o chamado principal (ideia da ação verbal), não flexiona e é sempre empregado numa de suas formas nominais.
Entretanto, nas construções formadas pelo verbo parecer + infinitivo, pode-se flexionar o verbo parecer ou o infinitivo que o acompanha:
Flexionando o Verbo Parecer (construção corrente)
   As paredes pareciam estremecer.
   Os astronautas parecem duvidar do que viram.
   Os astros parecem caminhar no firmamento.
   As certezas pareciam ser incertas.
   As borboletas parecem bailar.
Flexionando o Infinitivo (construção literária)
   As paredes parecia estremecerem.
   Os astronautas parece duvidarem do que viram.
   Os astros parece caminharem no firmamento.
   As certezas parecia serem incertas.
   As borboletas parecia bailarem. ®Sérgio.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

NADA A COMENTAR


O ACRÓSTICO

São composições poéticas, nas quais, as letras iniciais, de cada verso, formam uma ideia, uma frase, uma palavra ou um nome. Quando se juntam as letras, tem-se o acróstico propriamente dito, que se lê na vertical, de cima para baixo ou no sentido inverso.
Fazia bem em me dizer
E grata lhe ficaria
Razão porque em verso me dizia
Não ser o bom-bom para si...
A não ser que na pastelaria
Não lho queiram fornecer
D’outro motivo não vi
Ir tal levá-lo a crer.
Não sei mesmo o que pensar
Há fastio para o comer?
Ou não tem massa pr’o comprar?! 
Peço porém me desculpe
Este incorreto poema
Seja bom e não me culpe
Sou estúpida, e tenho pena
O Sr. é muito amável
Aturando esta... pequena...
(Poema de Ofélia Queirós dedicado a Fernando Pessoa)
Se a combinação das letras se processa no meio dos versos, tem-se o acróstico mesóstico; se no fim, o teléstico. Quando as primeiras letras formam o alfabeto, tem-se o abecedárius ou o acróstico alfabético. Se o nome é formado da primeira letra do primeiro verso, da segunda do segundo verso, da terceira do terceiro verso, e assim consecutivamente, tem- se o acróstico cruzado.
O acróstico foi praticado na Antiguidade pelos escritores Gregos e Latinos e na Idade Média pelos monges. Cícero, escritor e filósofo romano, afirmava que os Oráculos Enigmáticos eram organizados em acróstico. No Velho Testamento, podemos encontrar um acróstico, no salmo 118. Na Idade Média, os poetas o empregavam para ocultar, discretamente, o nome da bem-amada. Em português o acróstico apareceu no Cancioneiro Geral (século XVI) e foi praticado por Camões no soneto CCIX, cujo primeiro verso é "Vencido está de amor meu pensamento". No Barroco chegou a ser uma verdadeira mania.
Já foi feito acróstico em prosa, com as letras do começo de cada parágrafo.
O acróstico não passa hoje de um exercício lúdico, isto é, de um jogo, de um divertimento. Entre nós tem sido cultivado esporadicamente, sem maior interesse literário.®Sérgio.
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

BARDO: O TROVADOR DO REINO UNIDO

Atualmente o termo "bardo" é usado como sinônimo de "poeta". Entretanto, originalmente, esse vocábulo significava – entre galeses, irlandeses e escoceses – a espécie de poetas e cantores, que empregavam o talento para elogiar os príncipes e reis, celebrar feitos de guerra e conservar a memória das classes aristocráticas. Alem disso, elaboravam, às vezes, poesia de cunho satírico. Não seria sem razão dizer que o "bardo" correspondia ao "trovador" da poesia trovadoresca.
Lá pelo século VI, alguns brados emigraram para a Betranha francesa, levando seus poemas e canções. Ora prestigiados, ora em desgraça, conseguiram se mantiver até o século XVIII, então reduzidos a condição de vagabundos ou mendigos. ®Sérgio.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

CONCORDÂNCIA DOS VERBOS: FALTAR, BASTAR E SOBRAR

Esses verbos concordam normalmente com o sujeito. Portanto:
   Faltam dois minutos para a meia-noite.
   Falta um minuto para a meia-noite.
   Sobraram muitos doces e salgados na festa.
   Bastam duas crianças para a casa virar do avesso.
   Basta uma criança para a casa virar do avesso.
   Faltam poucos minutos para bater o sinal de saída.
   Faltam duas semanas para terminar a competição.
   Falta uma semana para terminar a competição. ®Sérgio.
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

RITUAL PARA REVERTER UM PERÍODO RUIM

Um amigo atravessava um período bastante negativo. Estava mergulhado numa série de problemas sem mais saber como emergir deles. A coisa estava tão feia que ele estava topando qualquer coisa para se salvar. Ele já estava quase apertando o nó da corda quando alguém lhe passou um ritual, que, segundo ele foi "tiro e queda" na reversão do período ruim. Se você também atravessa um período negativo, aí vai a receita do meu amigo:
Prepare o Seguinte Material:
Uma vela branca em um suporte.
Um incenso de patchulli.
Um cobertor.
Um sino.
O Ritual
Encha uma banheira ou bacia (grande) de água com um pouco de sal. Acenda a vela e entre na banheira ou na bacia. Permaneça na banheira o tempo necessário para relaxar. Concentre-se na lavagem de todas as vibrações negativas. Depois, saia da banheira, seque-se e vista uma túnica ou roupão. Segure a vela com uma mão e o sino na outra. No sentido horário visite todos os cômodos da casa, badalando o sino enquanto caminha. Erga a vela diante de cada janela, porta e espelho e em seguida toque o sino, dizendo:
— Trevas! Fujam deste sino e desta vela, que entre o equilíbrio e vá embora a escuridão.
Coloque a vela no suporte, acenda o incenso e espalhe a fumaça lentamente sobre o seu corpo. Deite-se em uma posição confortável e enrole-se no cobertor, deixando apenas o nariz e a boca descobertos, para permitir sua respiração.
Feche os olhos. Relaxe completamente e deixe-se levar às profundezas da terra. À medida que afunda, derrame sua infelicidade e seus sentimentos depressivos na Mãe Terra e no Senhor da Floresta. Se você sentir vontade de chorar, chore, pois lhe fará muito bem.
Agora esvazie sua mente de qualquer pensamento. Deixe seus sentimentos fugirem ao controle da mente consciente, deixe rolar o que tiver que rolar...
Você sentirá então, o abraço da Mãe Terra e a escuridão e a depressão de seu interior começarão a se desintegrar. Uma paz profunda tomará conta de todo o seu ser.
À medida que sente estar dirigindo a mente para pensamentos mais positivos, comece a se livrar do cobertor. Mas saia lentamente de dentro dele, como se fosse um bebê nascendo para um novo mundo. Uma vez livre do cobertor, estique os braços e as pernas. Não se espante se estiver rindo ou chorando de emoção, é bem normal.
Agora dê boas-vindas às mudanças que floresceram dentro de você, e salve-se quem puder! ®Sérgio.

domingo, 27 de novembro de 2011

ANTIGA LENDA CHINESA

Na hora de ir para o trabalho, um lenhador dá falta do machado. Observa seu vizinho: tem o aspecto típico de um ladrão de machados, o olhar os gestos e o modo de falar de um ladrão de machados. Mas o lenhador encontra sua ferramenta, que estava caída por ali. E, enquanto torna a observar seu vizinho, constata que não se parece nem um pouco com um ladrão de machados, nem no olhar, nem nos gestos, nem no modo de falar. ®Sérgio.

sábado, 26 de novembro de 2011

RIO 40 GRAUS


OS CABOCLOS QUE SE INVEJAVAM

Conta o povo, que viviam num lugar pequeno, muito afastado dos centros mais civilizados, dois homens que se queriam muito mal. Os moradores da região tentaram de tudo para fazê-los amigos; porém, como o ódio era de coração, não durava neles a amizade que prometiam. Esse ódio, cada vez mais forte, acabou incomodando o Criador. De maneira, que ele resolveu enviar a Terra um de seus assistentes, a fim de inquirir ambos os homens, o melhor que pudesse, para saber a causa de tanto ódio; porque sabendo o princípio do mal, mais fácil se faria a paz.
O Criador logo tomou ciência de que era pura inveja que cada um tinha dos bens e da fazenda do outro, porque nisto eram quase iguais e abastadamente ricos; porém, cada um desejava ver-se acima do outro, ainda que fosse à custa de ver o outro perdido e destruído. O mesmo mal que um queria ao outro, lhe queria o outro a ele.
Desejoso de levar a paz a ambos, o Criador envia outro emissário, que os encontra em pleno bate-boca e lhes diz:
— Sejam amigos e nosso Pai terá o prazer de lhes dar tudo o que quiserem pedir do Reino dele. Porém, com uma condição: o que um pedir, para não haver inveja, ao outro ele dará em dobro.
Eles, a primeira vista, aceitaram e agradeceram ao emissário, crendo que cada um ficaria avantajado ao outro; porém quando caíram na conta que, ainda que um pedisse muito, o outro receberia dobrado; nenhum queria ser o primeiro a pedir, para não ficar com menos que o vizinho.
Tal situação irritou o Criador que desceu a Terra e lhes ordenou que sorteassem a quem coubesse pedir primeiro. Feito o sorteio, àquele que coube pedir, ficou um instante a meditar e depois prosseguiu, nestes termos:
— Senhor, eu já sei o que hei de pedir e se cumprir a sua palavra, ficarei contente e amigo do meu vizinho.
O Criador prometeu cumprir sem falta; então, ele se pôs de joelhos, beijou-lhe a mão, e logo pediu:
— Senhor, tire-me um de meus olhos!
O Pai Eterno, espantado com o pedido, lhe diz:
— Jesus! E por quê?
E o homem tornou a dizer:
— Porque, conforme a sua promessa se me tirarem um olho, hão de tirar os dois olhos dele; e assim, vendo este dano, eu me contento e serei amigo do meu vizinho.
Pois é, a inveja é o diabo! ®Sérgio.
____________________
Nota Sobre o Texto: Este conto foi inspirado em um “caso” que circulava na tradição popular lusitana.

CASAS DE MADEIRA OU DE MADEIRAS

Raramente, mas muito raramente se pluraliza o adjunto adnominal ligado por preposição:
   Casas de madeira.
   Árvores da praça.
   Anéis de noivado.
   Noites de tempestade.
   Eram noites de inverno.
   Os jogos de futebol foram suspensos até segunda ordem.
   Havia muitas casas de sapê.
   Sabia muitas canções de natal.
   Adoro pastéis de forno. ®Sérgio.

A SER OU A SEREM? - Verbos & Dúvidas

A forma correta é [a ser]. A razão é que, quando temos dois ou mais verbos se referindo a um mesmo sujeito (locução verbal), só o primeiro deles deve flexionar-se para concordar com o sujeito, ou seja, só ele é conjugado. É por isso que se diz “Eles precisam ser mais humildes” e não “Eles precisam serem mais humildes”. A flexão do infinitivo seria supérflua, já que está claro que seu sujeito é o mesmo do verbo anterior:
   Os débitos devem ser corrigidos.
   Eles tendem a ser teimosos.
   Os compromissos não podem deixar de ser cumpridos.
   O caixa separou os produtos a ser substituídos.
   O filme veio a ser transformado num trunfo valioso para todos.
   Estudou as obras a ser utilizadas no exame do ENEM. ®Sérgio.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

domingo, 13 de novembro de 2011

JESUS ARVORIFICADO

Jesus pode não ter sido exatamente crucificado, mas sim, arvorificado. É a teoria do arqueólogo Joe Zias, da Universidade Hebraica de Jerusalém. Diz ele que as vítimas dos romanos eram mais comumente crucificadas em árvores, pregando-se uma tábua de madeira no tronco para prender os braços do condenado. ®Sérgio.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

PORQUE BARRABÁS?

No julgamento, a multidão teria pedido que Barrabás (era costume da Páscoa, naquela época a libertação de um condenado) fosse solto, em vez de Jesus? Porque, Barrabás era um tipo de sicário, ou seja, judeus que saiam armados de punhais para matar romanos na calada da noite como uma forma de vingança pela destruição do templo pelo imperador romano Vespasiano. Por isso, os sicários eram assassinos amados pela população. ®Sérgio.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

CLEÓPATRA E O TAPETE

Conta Plutarco, num episódio lendário da sua biografia dos Césares, que Cleópatra marcou um encontro com Júlio César, quando este chegou ao Egito, no inverno de 48 a. C. – 49 a. C., a fim de lhe dar um presente, que consistia num tapete. Este, ao ser desenrolado, mostrou que a própria rainha estava em seu interior, coberta de joias, majestosa. (Cleópatra tinha sido enrolada no tapete pelo seu servo Apolodoro). Mas, Stacy Schiff, aurora de Cleópatra – Uma Biografia, desmente essa versão explicando que o intuito da rainha sempre foi "a sobrevivência, mais que a sedução". As histórias desta biografia baseada em fontes da Antiguidade serão, em breve, personificadas por Angelina Jolie em filme de James Cameron. ®Sérgio.
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Schiff, Stacy. Cleopatra: Uma Biografia. Tradução de Jose Rubens Siqueira. Editora: Jorge Zahar, 2011

domingo, 2 de outubro de 2011

A ALMA PENADA - Recontando Contos Populares

Conta-se que em uma cidadezinha do interior, uma velha senhora - viúva de muito tempo - vivia em companhia de um chipanzé que ganhara nos idos tempos em que era artista circense. Certo dia, ela caiu doente, e a cada dia adoecia cada vez mais; já nem saia mais do quarto, de modo que teve de ser amparada pelas suas comadres. Vencida, afinal, pela enfermidade e pela velhice, entregou a alma a Deus, confortada com a comunhão e a extrema unção realizada pelo padre da paróquia.
Enquanto as beatas preparavam as cerimônias fúnebres e rezavam os últimos ofícios pela defunta, o chipanzé, num canto do quarto, observava tudo com muita atenção. As comadres amortalharam o corpo e o colocaram no caixão; veio o padre e, juntamente com a irmandade religiosa, realizou as cerimônias de costume: fazer as orações pela alma da defunta e cantar os hinos. Em seguida, o corpo foi levado para a igreja, que ficava próxima, para que se desse o velório.
O macaco que durante a encomenda do corpo não dera um pio, mas observara tudo; agora voltava a atenção às coisas que o rodeavam. Começou a despejar as gavetas e a examinar o que continham. Como tinha observado à defunta nos seus trajes mortuários; a forma como tinha a cabeça coberta pela mortalha; o macaco começou a se vestir exatamente do modo que presenciara. Mas, cansado da brincadeira, deitou-se na cama, jogou por cima de si o lençol que cobrira a defunta e ali se deixou ficar até adormecer.
O velório prosseguia na igreja, quando uma das comadres lembrou-se de que, a falecida havia lhe pedido para ser enterrada junto com bíblia dela. Então, as comadres retornaram a casa da falecida para buscar o livro santo. Quando entraram no quarto e viram o macaco amortalhado, fugiram aterrorizadas, pensando terem visto a alma da defunta. Na igreja, depois de tomarem água com açúcar e recuperado o fôlego, contaram que tinham visto a alma da falecida comadre repousando no leito onde estivera doente.
A notícia se espalhou mais que depressa pela freguesia e a comunidade correu, curiosa, para a igreja. Dois incrédulos disseram que as comadres estavam "vendo coisas" e resolveram ir ao quarto da falecida para desfazerem o mal-entendido. Como a noite se aproximava, sentiram - apesar de demonstrarem indiferença - uma sensação desagradável ao entrarem no quarto. Aproximaram-se da cama e sentiram algo respirar por baixo do lençol; quando perceberam que o lençol se movia como se quisesse saltar da cama, fugiram rua abaixo, numa correria despinguelada, até o interior da igreja.
Comprovada a existência da alma penada, chamaram o padre e o caso lhe foi explicado. O padre bebeu uma grande taça de vinho, ficou um instante a refletir e, então, pediu ao sacristão para lhe trazer a grande cruz de madeira, a bíblia e o vaso de água benta. Colocou a estola e julgando-se armado para afugentar aquela alma demoníaca, seguiu com suas beatas para a casa da defunta.
Entoando os sete salmos e orações, subiram as escadas. Ia o sacristão, por ordem do padre, à frente do cortejo, com a cruz erguida. Quando chegaram à porta do quarto, apesar da água benta que o padre vinha espalhando por todos os cantos, o cortejo se deixou ficar para trás, enquanto o valente sacerdote ordenava ao sacristão que avançasse. Aproximando-se da cama viram o chipanzé amortalhado, como se fosse uma alma penada. Murmuraram algumas orações, agitaram a cruz durante algum tempo, e nada da alma ir embora. Com vergonha de recuar, o sacerdote começou a espalhar água benta em grande quantidade, gritando: “Vai-te embora satanás, vai-te embora...” e tacou uma porção bem servida de água benta sobre o macaco, enquanto o sacristão agitava freneticamente a cruz por cima da alma. O chipanzé temendo ser cumprimentado com uma pancada da enorme cruz, começou a fazer careta e a guinchar de um modo tão macabro, que o vaso sagrado caiu das mãos do padre e o sacristão deixou tombar a cruz, fugindo, ambos, na maior carreira. Tal era a pressa que o padre caiu por cima do sacristão, e, rolando escada abaixo, estatelaram-se no piso da casa.
Ao ouvirem os gritos do padre: Jesus! Jesus!... As beatas, que o aguardavam no jardim, correram ao seu encontro. Perguntavam, enlouquecidas, o que tinha acontecido. Os dois olhavam para elas, estarrecidos, sem conseguirem prenunciar uma palavra sequer. Por fim o padre teve força suficiente para dizer:
— Minhas filhas, é verdade, vi a falecida na forma de um feroz demônio...
Mal ele tinha acabado de pronunciar estas palavras, desce, pela escada banhada de água benta, o chipanzé envolto da cabeça aos pés num lençol branco. E o resto vocês podem imaginar. ®Sérgio.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

PESQUISA DIZ QUE BRASIL É O 3º PAÍS ONDE MAIS SE CRÊ EM DEUS


A EXPRESSÃO "EM FUNÇÃO DE" - Estudos Gramaticais

Tornou-se comum o uso da locução [em função de] em frases como:
   Não fui jogar bola em função do calor.
   Cheguei atrasado em função do trânsito.
   Maria não foi trabalhar em função da dengue.
   Ele morreu em função de um tétano.
Acontece que [em função de] equivale a finalidade e não causa. O certo é escrever ou dizer:
   Ele vivia em função da família. (ele vive para a família)
   Sandra vive em função do dinheiro. (para o dinheiro)
   O político agia em função de seus objetivos. (para seus objetivos)
No caso de significar [causa], use: porém, em virtude de, por causa de, em consequência de:
   Não fui jogar bola em virtude do calor.
   Cheguei atrasado por causa do trânsito.
   Maria não foi trabalhar em consequência da dengue.
   Ele morreu em consequência de um tétano. ®Sérgio.

ELA TEM ALGUMA COISA DE BOA ou DE BOM? - Estudos Gramaticais

Embora os falantes de nossa língua tenham popularizado o termo "alguma coisa de boa", a gramática estabelece que o adjetivo que vem depois da preposição [de] não varia:
   Ela tem alguma coisa de bom (e nunca de boa).
   A moça ocultava alguma coisa de misterioso (e não de misteriosa).
Mas, atenção: Se, por acaso, não houver a preposição, faz-se a concordância normalmente:
   Ela tem alguma coisa boa.
   A moça ocultava alguma coisa misteriosa.
Observação: Seguem a mesma concordância: nenhuma coisa de, qualquer coisa de, algo de, nada de e tudo de:
   Ela tem tudo de bom.
   A moça não tem nada de misterioso. ®Sérgio.
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Informações foram retiradas e adaptadas ao texto de: Prof. Sérgio Nogueira, O Português do Dia a dia – Rio de Janeiro: Rocco, 2004. Eduardo Martins, Manual de Redação e Estilo – São Paulo: Moderna, s.d.